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Vale a pena ver este



Escrito por Eli@ne às 1:39:47 PM
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O acaso vai me proteger



Escrito por Eli@ne às 1:26:47 PM
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Escrito por Eli@ne às 6:06:05 PM
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Escrito por Eli@ne às 1:43:21 PM
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Escrito por Eli@ne às 1:39:46 PM
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Ultimamente estive lendo, escrevi muito pouco, estive lendo relatos de outros colegas de profissão, estive ouvindo as observações, em epoca de inscrição para concurso ouve-se muito. Surpreendeu-me ouvir de alguns colegas já de longa caminhada na educação, frases do tipo "estou arrependida", " tenho mesmo que sair desta profissão" me surpreendeu mais ainda que novos colegas, jovens ainda na profissão, tenham decidido por outras areas de atuação que nada tem a ver com a sala de aula. Penso que ainda conservo uma paixão utopica, talvez herança de Paulo Freire a quem nunca cheguei a conhecer pessoalmente, paixão esta que me faz pensar ainda que a educação escolar possa ajudar a transformar as pessoas e consequentemente a sociedade. Que seja esta uma utopia realizável, porque não gostaria de nos próximos vinte anos pelo menos, me arrepender de ter escolhido viver esta experiencia, não quero me arrepender das horas de verdadeira doação, porque não acredito que a pessoa que escolha ser professor pense realmente em ganhar dinheiro, não existe ganho, existe troca. E se ganha literalemente para pagar umas poucas contas. Mas, penso que qualquer que seja a profissão a palavra doação estará lá implicitamente. Vejo isso em bons profissionais de outras áreas. Mas, sobretudo na educação, a palavra doação está muitas vezes escondida no termo dedicação, comprometimento, quem acretida na causa doa e recebe, não em valores financeiros, mas em valores humanos. E quem educa ensina para além das nomenclaturas, ensina a humanização. Por isso, para mim arrepender-se é perder a fé na humanidade. Será isso que esta acontecendo conosco - professores?



Escrito por Eli@ne às 1:04:35 PM
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 UMA BOA AULA PARA CONVERSAR!!!!

 

OBJETIVOS:
 Que o aluno seja capaz de:
 ler, compreender e interpretar o texto em estudo;
 compreender o vocabulário;
 fazer relações intertextuais;

 

 

Texto 1

VERDES E VOZES

 

Escutem as vozes

Nos meio dos ramos

Sabias, tico-ticos

Pardais, gaturamos....

 

Escutem dos rios

Os risos chegando

Das águas correndo

Das pedras cantando!

 

Escutem os grilos

Cricrilando serestas

Nos vãos das janelas

Das horas de festas!

 

Escutem! Escutem!

Com pressa e vagar!

Há monstros humanos

Fazendo-os calar!

 

E se eles calarem

Num frio de repente,

Quem vai pintar sonhos

Nos sonhos da gente?!

 

(Maria Dinorah)

 

 

 

TEXTO 2

 

AZUL E LINDO PLANETA TERRA NOSSA CASA

 

            Mas, para que a terra continue a nos dar tudo àquilo de que precisamos para viver, temos que cuidar dela como cuidamos de nossa própria casa.

            E melhor ainda. Pois da nossa casa nos podemos nos mudar. Da terra não.

            E nós sabemos que não estamos tratando da terra como deveríamos.

            Por isso os paises membros da organização das nações unidas ( ONU) preocupam-se com o meio ambiente.

            Varias reuniões já foram feitas para discutir esse problema.

            E destas reuniões tem saído declarações, manifestos e planos de ação que tentam estabelecer o que pode ser feito para evitar que a terra.

A nossa terra

A nossa casa

            Venha a se transformar num ambiente hostil, com muitos desertos, águas envenenadas, florestas devastadas, onde seria impossível viver.

            Essas declarações, manifestos, planos de ação dizem mais ou menos o seguinte:

            Todos os homens são iguais e, portanto têm o direito de viver bem, num ambiente saudável.

            Todos têm o dever de respeitar o meio ambiente e a vida em todas as suas formas.

(Ruth Rocha e Otavio Roth)

 

ESTUDO DOS TEXTOS

 

1-Você sabe o que a terra nos dá para vivermos?

 

2- Pense no trecho e comente o seu entendimento “... da nossa casa nós podemos mudar. Da terra não”

 

3 – Você conhece movimentos e planos de ação para proteger o meio ambiente? Quais? Já participou de algum? O que aprendeu?

 

4 – De que forma o homem desrespeita o meio ambiente? Fale sobre isso.

 

5- Descreva dois ambientes diferentes: um poluído e outro puro. De preferência lugares da nossa cidade ou que você conheça. Diga por que essa diferença existe?

 

6- Leia as duas declarações que encerram o texto 2 e responda em acordo ao texto.

 

a-      O que significa, no seu modo de ver, viver bem?

 

b-     O que é necessário para que um ambiente seja saudável

 

c-      De que forma se protege e se respeita o meio ambiente?

 

7- Tendo como base o texto 1 ( o poema) analise a diferença que se estabelece entre as três primeiras estrofes e as duas ultimas.

 

a-      De que falam as três primeiras estrofes?

 

b-     De que falam as duas ultimas?

 

8- Em que momentos nos transformamos em monstros humanos?

 

9- O que quer dizer os versos “Há monstros humanos fazendo-os calar”

 

10- Quem está se calando e por quê?

 

11- Analise os trechos:

 

Escutem! Escutem!

Com pressa e vagar!

Há monstros humanos

Fazendo-os calar!

 

E se eles calarem

Num frio de repente,

Quem vai pintar sonhos

Nos sonhos da gente?!

 

“Todos têm o dever de respeitar o meio ambiente e a vida em todas as suas formas.”

Estes dois trechos falam do mesmo assunto. Que assunto é este?

 



Escrito por Eli@ne às 1:13:14 PM
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A história do menino que vendia picolés

   Era uma vez um menino que vendia picolé, muitos meninos vendem picolés pelo Brasil a fora, e este menino não tinha nada de especial, apenas vendia picolés para ajudar o padrasto a pagar uma moto que ele comprou, até então o menino estava sendo educado para ajudar a familia em suas responsabilidades e isto é justo e correto, mas havia algo na história deste menino que intrigava, várias vezes chegou à escola sem almoço e o comportamento não era exatamente um exemplo, um dia a professora quis saber a razão do não fazer, o motivo de tanta bagunça e de tão pouco aprendizado e sem vacilar muito o menino disse que na escola era o unico lugar onde podia fazer bagunça: em casa apanhava regularmente, porque o dinheiro da venda do picolé não era suficiente para pagar a prestação da moto do padrasto e não que isso justificasse a bagunça mas ele saia de casa ás  seis da manhã, voltava ás onze e meia e nem sempre podia almoçar, pois o almoço nem sempre estava pronto e o caminho da escola era longo e se ele chegasse atrasado não poderia entrar e ai seria outra  surra, enfim esta é a história do menino que vendia picolés, é uma história sem graça talvez por que seja uma história real de um menino que só podia ser criança na escola.



Escrito por Eli@ne às 6:17:38 PM
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Hoje eu quis trazer esta pequena história que o Rubem Alves conta, leiam e reflitam...

Os Macados

Rubem Alves

Vou contar para vocês uma estória. Não importa se verdadeira ou imaginada. Por vezes, para ver a verdade, é preciso sair do mundo da realidadee entrar no mundo da fantasia... Um grupo de psicólogos se dispôs a fazer uma experiência com macacos. Colocaram cinco macacos dentro de uma jaula. No meio da jaula, uma mesa. Em cima da mesa, pendendo do teto, um cacho de bananas.

Os macacos gostam de bananas. Viram a mesa. Perceberam que, subindo na mesa, alcançariam as bananas. Um dos macacos subiu na mesa para apanhar uma banana. Mas os psicólogos estavam preparados para tal eventualidade: com uma mangueira deram um banho de água fria nele. O macaco que estava sobre a mesa, ensopado, desistiu provisoriamente do seu projeto.

Passados alguns minutos, voltou o desejo de comer bananas. Outro macaco resolveu comer bananas. Mas, ao subir na mesa, outro banho de água fria. Depois de o banho se repetir por quatro vezes, os macacos concluíram que havia uma relação causal entre subir na mesa e o banho de água fria. Como o medo da água fria era maior que o desejo de comer bananas, resolveram que o macaco que tentasse subir na mesa levaria uma surra. Quando um macaco subia na mesa, antes do banho de água fria, os outros lhe aplicavam a surra merecida.

Aí os psicólogos retiraram da jaula um macaco e colocaram no seu lugar um outro macaco que nada sabia dos banhos de água fria. Ele se comportou como qualquer macaco. Foi subir na mesa para comer as bananas. Mas, antes que o fizesse, os outros quatro lhe aplicaram a surra prescrita. Sem nada entender e passada a dor da surra, voltou a querer comer a banana e subiu na mesa. Nova surra. Depois da quarta surra, ele concluiu: nessa jaula, macaco que sobe na mesa apanha. Adotou, então, a sabedoria cristalizada pelos políticos humanos que diz: se você não pode derrotá-los, junte-se a eles.

Os psicólogos retiraram então um outro macaco e o substituíram por outro. A mesma coisa aconteceu. Os três macacos originais mais o último macaco, que nada sabia da origem e função da surra, lhe aplicaram a sovade praxe. Este último macaco também aprendeu que, naquela jaula, quem subia na mesa apanhava.

E assim continuaram os psicólogos a substituir os macacos originais por macacos novos, até que na jaula só ficaram macacos que nada sabiam sobre o banho de água fria. Mas, a despeito disso, eles continuavam a surrar os macacos que subiam na mesa.

Se perguntássemos aos macacos a razão das surras, eles responderiam: é assim porque é assim. Nessa jaula, macaco que sobe na mesa apanha... Haviam se esquecido completamente das bananas e nada sabiam sobre os banhos. Só pensavam na mesa proibida.

Vamos brincar de "fazer de conta". Imaginemos que as escolas sejam as jaulas e que nós estejamos dentro delas... Por favor, não se ofenda, é só faz-de-conta, fantasia, para ajudar o pensamento. Nosso desejo original é comer bananas. Mas já nos esquecemos delas. Há, nas escolas, uma infinidade de coisas e procedimentos cristalizados pela rotina, pela burocracia, pelas repetições, pelos melhoramentos. À semelhança dos macacos, aprendemos que é assim que são as escolas. E nem fazemos perguntas sobre o sentido daquelas coisas e procedimentos para a educação das crianças. Vou dar alguns exemplos.

Primeiro, a arquitetura das escolas. Todas as escolas têm corredores e salas de aula. As salas servem para separar as crianças em grupos, segregando-as umas das outras. Por que é assim? Tem de ser assim? Haverá uma outra forma de organizar o espaço, que permita interação e cooperação entre crianças de idades diferentes, tal como acontece na vida? A escola não deveria imitar a vida?

Programas. Um programa é uma organização de saberes numa determinada sequência. Quem determinou que esses são os saberes e que eles devem ser aprendidos na ordem prescrita? Que uso fazem as crianças desses saberes na sua vida de cada dia? As crianças escolheriam esses saberes? Os programas servem igualmente para crianças que vivem nas praias de Alagoas, nas favelas das cidades, nas montanhas de Minas, nas florestas da Amazônia, nas cidadezinhas do interior?

Os programas são dados em unidades de tempo chamadas "aulas". As aulas têm horários definidos. Ao final, toca-se uma campainha. A criança tem de parar de pensar o que estava pensando e passar a pensar o que o programa diz que deve ser pensado naquele tempo. O pensamento obedece às ordens das campainhas? Por que é necessário que todas as crianças pensem as mesmas coisas, na mesma hora, no mesmo ritmo? As crianças são todas iguais? O objetivo da escola é fazer com que as crianças sejam todas iguais?

A questão é fazer as perguntas fundamentais: por que é assim? Para que serve isso? Poderia ser de outra forma? Temo que, como os macacos, concentrados no cuidado com a mesa, acabemos por nos esquecer das bananas...

Rubem Alves, 65, é educador e escritor



Escrito por Eli@ne às 2:45:05 PM
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ESCOLA CICLADA O QUE FAZER POR ELA? O QUE FAZER SEM ELA?

 

      A educação escolar é um direito assegurado na Constituição Federal que garante ser dever da família do Estado e da sociedade. Entendida como um direito ela deve ser estendida a todos independente da condição física ou social da pessoa. Infelizmente o insucesso escolar tem feito com que poucos realmente consigam exercer este direito.

No município de Nova Olímpia assim como no país a educação nasceu dentro do regime seriado, e este tem sido o modelo funcional adotado. Nos últimos anos, entretanto, o município tem visto diminuir significativamente e qualidade do ensino prestado e algumas medidas tem sido tomadas como precursoras na tentativa de solucionar parte dos problemas, entre os mais graves, altos índices de reprovação e evasão escolar e baixo desempenho dos alunos em exames nacionais, de acordo com a Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso – SEDUC  A mudança de uma escola seriada para uma escola ciclada justifica-se pela necessidade imperiosa que a atual conjuntura político-econômica-social tem colocado, exigindo um novo paradigma de escola e educação que atenda às reais necessidades da população, contemplando as novas relações entre o desenvolvimento e a democracia. Infelizmente, a permanência dos elevados índices de insucesso escolar tem levado a sociedade brasileira, de modo geral, a desacreditar na escola e a ver com naturalidade e banalização a retenção e a deserção dos alunos, especialmente daqueles provenientes de camadas populares. (SEDUC-2000. pg16)

      Neste contexto vê-se a escola seriada não mais como funcional, mas sim como um modelo seletivo que escolhe através de notas aqueles que têm condições de seguir e que chega a manter outros, por três quatro anos numa mesma série, promovendo o desanimo e a desistência.

      Indagamos então o porquê de tanta resistência à implantação da Escola Ciclada, e verificamos que não é difícil compreender, a proposta de formação por ciclos traz em sua essência uma beleza utópica diante das realidades experimentadas pelas escolas do Estado, a começar pela formação continuada de professores que infelizmente ainda não alcança todas as escolas, observamos também outra incoerência entre a proposta e a realidade, quando se trata do numero de alunos por sala, enquanto se propõe que não ultrapasse o limite de trinta alunos/sala, temos escolas que chegam a compor sala com quarenta, cinqüenta alunos, aliado a estes fatores ainda podemos citar como preocupante a efetivação da gestão democrática, especialmente na construção do Projeto Político Pedagógico das instituições de ensino, no Estado de Mato Grosso infelizmente temos professores que nem fazem idéia do que seja um PPP ou PDE e assim como exigir melhorias, como construir uma educação melhor se os meios para conquistas não são conhecidos. Como garantir autonomia escolar para organizar tempo e espaço se nos privamos de conhecer os mecanismos para isto.

      Veja, quando pensamos no problema que temos que resolver que é o fracasso escolar dos nossos alunos, vemos que não é possível sem que se exerçam os direitos que nos são conferidos, segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais em seus Temas Transversais: “O caráter social da vida dos seres humanos é um processo, uma construção, da qual participa cada individuo na relação com os outros. As relações entre as pessoas são mediadas pelas instituições em que elas convivem pelas classes e categorias a que pertencem e pelos interesses e poderes que nelas circulam” (PCN 2001, pg54). 

      Dessa forma, entendemos que os temores à implantação da Escola Ciclada passam por questões que precisam ser resolvidas antes, os profissionais de educação do Estado e os de Nova Olímpia  precisam efetivar a idéia do coletivo e do conhecer os caminhos que os permitam mudar e melhorar o que se apresenta caótico agora e de construir seus currículos de acordo com as realidades que se apresentam.

      No caso de Nova Olímpia, a comunidade escolar se compõe de filhos de usineiros, gente trabalhadora, pais que trocam turno de trabalho e nem sempre podem acompanhar seus filhos, então as escolas passam a ter uma responsabilidade muito maior com a educação, pensar em um currículo voltado para a realidade local é uma necessidade urgente.

      Evidentemente que a efetivação da gestão democrática seria aqui um mecanismo para tentar construir esta escola que ainda não temos, quando se trabalha coletivamente como é a proposta de gestão democrática fica mais fácil encontrar soluções, de acordo com Morin: A democracia necessita ao mesmo tempo de conflitos de idéias e de opiniões, que lhe conferem sua vitalidade e produtividade. Mas a vitalidade e a produtividade dos conflitos só podem se expandir em obediência às regras democráticas que regulam os antagonismos, substituindo as lutas físicas pelas lutas de idéias, e que determinam, por meio de debates e das eleições, o vencedor provisório das idéias em conflito, aquele que tem, em troca, a responsabilidade de prestar contas da aplicação das suas idéias (MORIN, 2006, pg108).

      Nesta expectativa vemos que as soluções pensadas para os problemas que temos são possíveis desde que não se somem a outros problemas fazendo com que pareçam sem solução como tem ocorrido.

      Para que a Escola Ciclada se construa como uma saída para os nossos problemas é preciso pensá-la de acordo com a realidade que nos cerca, neste sentido a proposta de avaliação da Escola Ciclada representa um grande avanço, pensar o aluno de forma multidisciplinar pode significar conhecer melhor o aluno, ter acesso a uma parcela maior de informações e nesta perspectiva a construção de aprendizagem tende a ser um processo mais efetivo.



Escrito por Eli@ne às 11:54:12 AM
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A METAMORFOSE DOS VALORES HUMANOS

 

A metamorfose é um conto fascinante de Franz Kafka, pois abre uma quantidade tão grande de possibilidades, que poderíamos nos deliciar com vários temas e teríamos assunto para tempos de discussão, delimitamos aqui como tema/problema para esta analise a fragilidade do ser humano em relação a duração da beleza e da produtividade em detrimento da feiúra ou incapacidade de produzir.

Neste sentido a desumanidade apresentada na obra é conseqüência da não percepção de que se mudou a fisionomia não a estrutura interna, aliás, em todo o discurso da obra não se percebe por parte de Gregor a perca da sanidade ele é capaz de calcular com bastante clareza o peso dos seus atos, chega a imaginar a reação de cada uma diante da sua presença, características de uma pessoa sensível que com freqüência se coloca no lugar do outro e imagina, compreende os sentimentos que lhes são inerentes.

É curioso perceber como a aparência e a utilidades das pessoas são elementos que norteiam de tal forma a vida que quando não os tem ou quando lhes é tirado, a vida deste se torna insuportável, continuar a viver é um peso que quando carregado pelos outros chega a ser entendido como o maior dos sacrifícios.

No caso da obra uma questão intrigante é o desanimo que se abate sobre a família é como se todos tivessem perdido a capacidade de raciocinar e buscar uma saída, talvez pelos anos de comodismo que tenham vivido em função de depender unicamente de Gregor. Os valores humanos, a inteligência e sagacidade para resolver a situação são anuladas, em lugar disso cada qual procura um trabalho, uma forma de repor financeiramente os prejuízos que esta fatalidade ocasionou para a família, fatos que os leva a uma ordem maior de sacrifício talvez necessário dependendo de como cada um compreenda a situação, mas sem dúvida não a melhor saída.

Chama a atenção que em pouco tempo toda a família esquece quem era Gregor, deixando de atribuir a ele a misera consideração como ser pensante, de quem poderiam talvez explorar outras habilidades.

Veja que interessante à cena da maça, é o momento em que o pai tenta matar Gregor atirando-lhe maçãs, não consegue mata-lo é verdade, mas uma das frutas fica fincada no filho causando com o tempo infecção, não é a conseqüência em si, mas  o ato, era um pai e era um filho ainda que de aspecto horrível. Na cena não há a mínima cogitação dessa possibilidade a não ser por Gregor que compreende que o pai pode achar qualquer atitude dele um gesto de maldade.

Ocorre que depois deste acontecimento Gregor fica totalmente esquecido é como se deixasse de existir. Gregor que há muito tempo deixou de ser contribuinte está agora ainda mais solitário, fica aos cuidados de uma empregada que frequentemente o aborrece com ofensas e mesmo assim que interessante parece ser a única que ainda acha que ele pensa “...pois considerava-o capaz do mais completo discernimento” também era a única que não tinha sentia repulsa por ele, nem repulsa nem respeito.

 Perceba que as ações da família todas voltam-se para o aspecto financeiro, como se não bastasse já todo isolamento a família contrata hospedes com o objetivo de melhorar a renda enfim todos enfocam esforços para ganhar dinheiro, a vida torna-se um fado e o quarto de Gregor passa a ser um deposito onde todas as coisas inúteis são jogadas de qualquer jeito.

Chama-nos atenção uma cena que leva ao final do conflito nesta narrativa, numa noite em que Grete a irmã de Gregor toca violino, despertando não apenas a sensibilidade do metamorfoseado, mas também seu senso critica “Se era uma fera como a musica tanto o impressionava”, e na tentativa de buscar aconchego o mesmo arisca-se a sair e isto leva os presentes a se aterroziarem com tal figura e desencadeia-se o conflito final a família mostra através de palavras e atitudes que não desejam mais aquele bicho em casa, o desprezo faz com que Gregor retorne á sua solidão, mas agora já não há expectativas, e morre na manha do dia seguinte não apenas pelos ferimentos na carne, mas pela tristeza da alma de não pertencer mais.

A obra nos permite então esta discussão, quando não representamos mais uma força, se de alguma forma deixamos de contribuir, são esquecidos nossos valores, a morte de um filho nesta casa foi um alivio e mais impressionante, foi um peso que ao deixar de existir proporcionou o renascimento, um brotar de ânimo, uma vontade de viver e de fazer coisas novas de seguir novos projetos. Curiosamente o corpo foi destinado a qualquer lixo como ocorre com um inseto qualquer que matamos.

            Veja como Kafka foi sagaz aqui, cuidadoso em produzir uma obra em que todos os detalhes podem através do absurdo se enquadrar na sociedade, talvez por que nos adaptamos facilmente ao absurdo, e até nos acomodamos com ele em função de garantir miseravelmente nosso sustento, o bem estar da família, se é que há bem estar, entenda que os valores humanos são cotidianamente metamorfoseados, são modificados e às vezes horrivelmente modificados em vista de atender de alguma forma uma nova exigência, uma necessidade, um interesse.



Escrito por Eli@ne às 12:27:04 PM
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ENSINAR A SER CIDADÃO

 

Aprender a ser cidadão ou cidadã, é entre outras coisas, aprender a agir com respeito, solidariedade, responsabilidade, justiça, não violência; aprender a usar o diálogo nas mais diferentes situações e comprometer-se com o que acontece na vida da comunidade e do país. Esses valores e essas atitudes precisam ser aprendidas  e desenvolvidas pelos estudantes e, portanto, podem e devem ser ensinados na escola” (ÉTICA P.4).

         Para que nossos alunos possam assumir esses princípios éticos, devemos proporcionar a eles oportunidades de conhecê-los e de experimentá-los na prática, onde poderão analisar cada situação e eleger valores para si de forma livre e consciente. Nesse processo é de fundamental importância que se leia com eles as leis, regras ou regulamento destinados a orientar o comportamento das pessoas que vivem em sociedade, especialmente da comunidade escolar. Também é importante que o aluno participe na formulação de regras indispensáveis ao convívio e ao sucesso do processo de ensino aprendizagem. Isso o ajudará a sentir-se pertencente à comunidade e como tal, responsável pelo bom funcionamento da escola e pela preservação do bem público.

         Na vida cotidiana, a valorização do ambiente e dos recursos, bem como ás pratica de preservação tem sido elencadas como bases necessárias e essenciais na formação de indivíduos que devem exercer com sucesso sua cidadania. Quando falamos em preservação do patrimônio não levamos em consideração apenas os elementos que pertencem á escola, mas, sobretudo a todos os bens e serviços de que a sociedade dispõe para uso coletivo, neste sentido e de acordo com a proposta dos PCN “... deve-se possibilitar aos alunos o reconhecimento de fatores que produzam bem-estar ao conjunto da população; ajudá-lo a desenvolver um espírito de crítica às induções ao consumismo e o senso de responsabilidade e solidariedade no uso dos bens comuns e recursos naturais, de modo que respeite o ambiente e as pessoas de sua comunidade” ( PCN, pág. 202).



Escrito por Eli@ne às 9:41:26 AM
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Para quem esta em sala de aula!!!!

Não importa quão delicada e frágil seja a situação, sempre existem dois lados”.

Willian Shakespeare



Escrito por Eli@ne às 8:33:23 AM
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 ENTRE A  FALA E A ESCRITA EIS A QUESTÃO

 

            Discutir de forma critica o papel da fala e da escrita na sociedade tem sido o objeto de estudo de lingüistas e professores que no decorrer de suas profissões tem se deparado com as dificuldades de relacionar estas duas modalidades nos quesitos aprendizagem escolar da língua materna e usos da língua na sociedade.

            Sabemos que não é possível analisar as relações entre fala e escrita levando em conta apenas o código normativo da língua, é necessário que se analise estas duas modalidades em suas práticas sociais, lembramos que o objetivo não é determinar a supremacia de uma sobre outra, mas discutir as praticas de uso.

            Segundo pesquisas realizadas no decorrer das ultimas décadas, concluiu-se que para alguns autores a escrita é superior a fala, pois o domínio da escrita garante status social, de acordo com Marcuschi o domínio da escrita chega simbolizar educação, desenvolvimento e poder. No contexto social podemos concordar com o autor que realmente a escrita pode ser superior a fala, no entanto a escrita não representar a fala e as pesquisas comprovam que a fala surgiu primeiro, mas como dissemos anteriormente o objetivo não é saber qual vale mais e sim como elas se interagem no uso.

            Atualmente a tecnologia de informação garante á escrita um uso tão abrangente quanto à fala um exemplo disso são os sites de relacionamento, e as salas de bate-papo.

            Observamos que a fala é um processo natural, já a escrita depende do processo de escolarização e a aquisição da escrita na escola deve levar em conta o contexto social que alicerça o aluno enquanto aprendiz de sua própria língua.

            Entende-se então as diferenças entre letramento, alfabetização e escolarização. O letramento é compreendido como a aprendizagem social e histórica da língua, já a alfabetização pode acontecer dentro e fora da escola no que refere ao aprendizado da leitura e da escrita e a escolarização é a formação do individuo para um determinado fim.

            Permeiam também estas discussões as diferenças entre oralidade, letramento, fala e escrita. Oralidade seria aqui entendida como uma prática interativa que atende aos objetivos comunicativos determinados por grupos, sendo que aqueles que usam mais a fala se caracterizam por oralidade primaria, e os contrário a este, oralidade secundária, de acordo com Marcuschi o Brasil estaria no segundo grupo uma vez que se usa intensamente a escrita neste país.

            O letramento como foi dito anteriormente é aprendizagem social e histórica da língua, para Marcuschi “Letrado é o individuo que participa de forma significativa de eventos de letramento compreende-se então que letrado seja todo o individuo que ultrapassa os limites simples da prática da escrita.

            A fala é uma forma mais abrangente de uso da língua, por vir acompanhada pelos gestos e sons que se articulam entre si formando um conjunto que permite o enriquecimento do discurso.

            E a escrita é uma modalidade tida como complementar a fala, não é a representação da fala, mas sim a constituição gráfica da fala.

            Atualmente algumas perspectivas tem sido de grande ajuda no que refere ao tratamento das questões que permeiam fala e escrita, com o objetivo de eliminar parte do preconceito e da desvalorização da fala em relação á escrita; entre estas perspectivas elegemos a perspectiva das dicotomias e a sociointeracionista por serem diretamente opostas, a primeira por considerar a fala como lugar do erro, esta perspectiva esta pautada na formação da gramática e toma a língua como sistema de regras.

            Já a perspectiva sociointeracionista observa os fenômenos que envolve as praticas da fala e da escrita como construtores de um processo inovador para o ensino, pois vê a possibilidade de evolução das duas modalidades juntas ao propor a interação de uso entre as duas. De acordo com esta visão não conhecemos a língua, se conhecemos, conhecemos o sistema normativo.

            Concluímos que o letrado tem condições de escrever e falar melhor, e que o funcionamento da língua depende de um aprender escolar voltado para o uso e não especificamente para as normas.

 

 

            REFERENCIAS:

 

 

 

 

 

MARCUSCHI, Luiz Antonio. Da fala para a escrita, atividades de textualização. 8ª edição – São Paulo: Cortez, 2001.



Escrito por Eli@ne às 12:02:29 PM
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Para quem tem coragem de escrever!!!!!!!

O principio e fonte da arte de escrever é o bom senso. Se, porém, vier a escrever algo, sujeite-o aos ouvidos do crítico.

 

                                (Aristóteles)



Escrito por Eli@ne às 11:59:28 AM
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